quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Por um Big Brother "real" - e muito mais sinistro...


Os caríssimos leitores adoram/odeiam/acabam assistindo porque estavam passando os canais com o controle e terminam deixando ali no BBB? Não importa o motivo, paradoxalmente o vazio programa é  fenômeno nacional e assunto interminável durante os meses em que a atração sobre gente querendo aparecer está no ar, para ser varrido por inteiro da mente dos telespectadores na semana seguinte do seu fim.
Nesses tempos de overdose de reality shows, imaginem um programa extremo onde não existe a menor possibilidade daquela gente aspirante a ter seus quinze minutos de fama querer aparecer. Estou falando de "O Sobrevivente" ("Series Seven: The Contenders, de 2001), que um amigo meu - o Manso - me indicou há mais ou menos oito anos atrás.
Como é o troço todo: a cada temporada, seis norte-americanos (vítimas?) são escolhidos por sorteio do número do seguro social e, junto com o vencedor do programa do ano anterior, vão competir entre si até surgir um ganhador no final. O pequeno detalhe é que trata-se de um jogo mortal, porque a produção do reality invade as casas dos escolhidos, dá armas para os participantes e cinegrafistas acompanham cada um dos infelizes 24 horas por dia. É isso mesmo: o vencedor será aquele que sair vivo assassinando os outros comptidores sempre em frente às câmeras! Bizarro!
Os seis personagens são maneiríssimos. Temos, por exemplo, a vencedora dos dois anos anteriores da série (por curiosidade é interpretada por aquela menina seqüestrada que acaba num poço pelo psicopata Buffalo Bill do "Silêncio dos Inocentes") que está grávida - a "Mamãe Sangrenta" (!), a patricinha mimada com torcida dos papais sem noção (?!), o suicida com câncer nos bagos (?!?) e a melhor disparado: a enfermeira coroa, tranqüila e doce porém mortal e sinistra, que atende pelo nome de "Trabucco"!
Recomendado porque é sátira/crítica inteligente e de humor negro a essa praga televisiva que já existe há mais de dez anos, os ditos "shows de realidade". É de se pensar sobre os limites éticos desse tipo de atração que só tem como objetivo a busca pela audiência e retornos financeiros gigantescos.
Depois de assistir esse filme, você vai torcer para os paredões e eliminações do BBB serem mais "realistas" - e sangrentos!

Olha o começo da produção, infelizmente sem legendas, mas pelo que já falei aí em cima, dá para entender por alto como é a coisa toda, muito foda!

2 comentários:

  1. Vamos torcer por um mundo melhor, onde o Paredão exista com morte de verdade!

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