segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Herbie Hancock em três momentos

Tenham um bom começo de semana, caríssimos, com três fases bacanas desse compositor/jazzista/pianista fenomenal!

Aqui embaixo, nos anos sessenta, com a trilha sonora do longa cult "Blow up", filme inglês que conta até com a participação de " The Yardbirds":




Aqui, nos anos setenta, em apresentação "jazz/funk" ao vivo com "Chameleon":



E, finalmente, nos anos 80, o famoso videoclipe com sua pioneiríssima "Rock It", com direito a "scratchings" e tudo:

video

Boa segunda-feira!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A melô do sadomasoquista feliz


Em homenagem ao "Hellraiser", filme de terror com temática sadomasô de Clive Barker comentado no "The Dark One Podtrash" dessa semana (http://td1p.com/podtrash-20-hellraiser-rasgando-a-carne/),  fiquem com Lou Reed, do "Velvet Underground", com "Venus in Furs".
Bom final de semana s&m!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Inacreditável! Luiz Caldas Metaleiro!!

Por Mitra, vocês se lembram de Luiz Caldas, cantor famoso dos anos 80 e um dos pioneiros daquilo que ficou conhecido como axé? A princípio achei se tratar de uma daquelas brincadeiras da internet, mas acreditem: o troço é sério!
Para quem não se lembra dos cornos do dito cujo, confiram sua apresentação de "Tieta" na TV Globo:



Pois bem, ele virou cantor de heavy metal! Acredite se quiser!
Olha ele num show do ano passado, com direito a maquiagem, figurino e cenário de filme de terror trash, incluindo até um corcunda Igor:



Agora sintam o naipe da letra de uma de suas composições: é para desencarnar desse plano de existência e ir visitar outras paragens, porque dificilmente outro evento seria tão surpreendente aqui na Terra!



Caríssimos, "Bolas de fogo / maldades da imaginação" é daquelas coisas inexplicáveis da vida...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Os japoneses, os animais de estimação e o sadismo

Os japoneses são malucos, todo mundo sabe... mas também são muito engraçados!
Observem como as pobres criaturas domésticas nipônicas  precisam sofrer - e babar - para garantir a preciosa ração de cada dia em mais um bizarríssimo show de televisão da terra do sol nascente! Cadê a PETA?!




Cá entre nós, se eu fosse o macaco do final, enfiava a porrada no japonês de óculos!

Elvis Presley e sua Grande Mãe

Bem, caríssimos, aqui embaixo está Big Mama Thornton, mulher fantástica que cantou originalmente "Hound Dog", transformada em clássico mundial do rock por ninguém menos que Elvis em 1955.
Fiquem com o vídeo realizado em 65 dessa magnífica cantora de blues, cuja gravação original da famosa música data de 1952!
Só para esclarecer sobre quem estamos conversando (e precisa?),  ela também é a compositora e intérprete original de "Ball and Chain", imortalizada por Janis Joplin nos anos sessenta no auge do movimento hippie!




 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E se a Linda Blair de "O Exorcista" fosse... turca?


É, caríssimos...
Assustador, não?
A Turquia é famosa pela cara de pau em copiar filmes famosos dos States descaradamente, e muitas vezes a única coisa em que a falsificação podreira lembra o original americano é o título!
Mas isso não acontece em "Seytan" ("Satã", de 1974), "O Exorcista" turco, porque eles imitaram praticamente todas as cenas, mas com resultados tosquíssimos, obviamente. Quando os móveis começam a se mover com o poder demoníaco, por exemplo, podemos ver que tem gente empurrando. O eletrochoque na infeliz da garota é hilário, e quando um hipnotizador (!) vai tentar tratar da mente dela, Satanás, extraindo toda a força disponível daquelas perninhas infantis, o premia com um glorioso chute no saco! A pior coisa desse plágio, contudo, é que em quase todas as cenas toca a música-tema do filme original, para horror dos espectadores. É para testar a paciência de qualquer cristão (ou muçulmano)!
Bem, o exorcismo propriamente dito acontece de forma um pouco menos sutil do que no original: quando o padre Merrin turco morre sem conseguir expulsar o demônio, o padre Karras tosco (que nessa versão não é padre, mas psiquiatra com especialização em Satanás - é isso mesmo), homem adulto, põe a etiqueta de lado e espanca a pobre garotinha! Ele expulsa o diabo na base da porrada, com direito a soco na cara e estrangulamento - Leslie Nielsen naquela paródia bisonha "A Repossuída" não faria melhor!
Por fim (graças a Alá, pois a Turquia é país de maioria muçulmana) é que quando o exorcismo estilo luta livre acaba com sucesso e o Karras de segunda mão se joga pela janela, o detetive vai até o que sobrou do sujeito para interrogá-lo! E o quase-defunto responde (abrir a mão uma vez é sim, abrir a mão duas vezes, não) se cometeu suicídio e se está falando a verdade!
Olha, a cena "Street Fighter" Satã-Linda Blair de quinta versus psiquiatra de araque está nos dois minutos finais do primeiro vídeo abaixo e termina no comecinho do segundo. É hilário, mas é preciso suportar o restante por sua conta e risco!








quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E se Tony Manero fosse indiano?


Bem, caríssimos, a resposta é simples: ele seria o astro de "Disco Dancer", fita produzida na Índia em 1982 que se aproveitou claramente daquela onda disco iniciada em meados dos anos 70 nos States e se alastrou tal qual fogo em capim seco, influenciando moda, música, atitudes, comportamento e também cinema pelo mundo inteiro.
O fiapo de história é mero detalhe, porque aqueles familiarizados com os chamados filmes tipo "bollywood", da pujante indústria cinematográfica indiana, sabem que a verdadeira atração são os números musicais bizarramente divertidos nos intervalos da trama.
Bem, para os interessados, ele precisa ganhar um concurso para ser reconhecido como o "campeão disco" contra um dançarino do mal, mas o vilão central, o pai  desse competidor maligno, o atrapalha de todo modo, eletrocutando a mãe do herói com uma guitarra (!) e mandando capangas destruir suas pernas para que ele não consiga dançar, por exemplo. Mas nosso protagonista indiano supera desafios e clichês e conquista o sonhado título, bem como o coração da mocinha, filha do vilão, claro!
Abaixo, dois números musicais dos "Embalos de Sábado à Noite" estilo indiano:



Essa música da mocinha virou hit nos anos 80!




Detalhe para a habilidade indiana em tocar guitarra desligada!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Jorge Ben e Mussum juntos

Nessa apresentação de 1970, Jorge Ben canta "Domingas" com acompanhamento do grupo "Originais do Samba", do Mussum! Ele, por acaso, é o negão que está bem à direita dos outros integrantes no plano geral do vídeo e só aparece por pouquíssimos segundos!
Cacildis, que fodis!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A musa dos baixinhos da Rússia!

Se aqui no Brasil tivemos Xuxa fazendo a alegria dos moleques e dos pais dos moleques nas manhãs televisivas dos anos 80, confiram o educativo programa de Angina Komu, nossa mais nova eterna musa russa... só para baixinhos!



Bem melhor que a Xuxa, não é não? (Só faltou a "Angina" de fora!)

O primeiro filme do Christopher Nolan

Três anos antes de "Amnésia", muito antes de "A Origem" e "Cavaleiro das Trevas", o diretor preocupado com as questões da mente (memória, sonhos e loucura, temas recorrentes dos respectivos filmes mencionados acima), realizou em 97 "Doodlebug", curta-metragem sobre um maluco confinado tanto em seu apartamento quanto em sua própria insanidade...
Confiram:

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pena de morte econômica para os States

Desde meados de setembro do ano passado está faltando tiopentato de sódio nos EUA, droga componente da injeção letal utilizada nas penas de morte pelos estados americanos onde é permitida. Chegaram a matar um condenado em dezembro no Estado de Oklahoma com um sedativo usado para animais. É, os tempos por lá estão difíceis... Talvez soluções fáceis e criativas de matar gente sejam bem vindas...
Os States podem tomar como exemplo um filme japonês de 2000, "Batlle Royale", onde turmas de estudantes problemáticos à sociedade de um modo geral e sem respeito para com as autoridades são seqüestrados e largados numa ilha abandonada recheada de minas terrestres. Além disso, colares explosivos de última geração são presos nos pescoços dos jovens e eles recebem uma mochila surpresa com provisões e uma arma aleatória - que pode ser desde uma metralhadora até uma tampa de lixo - para que promovam entre si lutas mortais e assassinatos generalizados dentro de três dias, senão todos os colares explodem. O único sobrevivente daquele ano está liberado!
É de soluções criativas, fáceis e econômicas como essa que os EUA precisam! A pena de morte nesse liberal país do norte da América seria mais divertida... Imaginem se uma empreendedora companhia de televisão ainda resolve transmitir os três dias de massacre de presos para seus assinantes... É sucesso garantido! E eles ainda podem parar de usar os sedativos destinados aos animais nas pessoas, tornando as mortes mais humanas... (Rá!) Só vão precisar de uma ilha minada, colares explosivos de última geração, infra-estrutura militar para o seqüestro e transporte de condenados... Tudo baratinho e fácil de fazer!
Assistam o trailer do filme abaixo, que conta até com a atuação de Takeshi Kitano!




quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Waldisnei... para crianças?

Muita gente acredita em mensagens subliminares impróprias presentes nas produções de longa metragem da Disney. Tabus sociais, sexuais e religiosos estariam escondidos em canções ou em ações de personagens de acordo com algumas interpretações. Muitos desses críticos adoram pausar os desenhos e encontrar imagens consideradas politicamente incorretas.

Parênteses: o termo "politicamente correto", usado na forma atual mais ou menos desde o início dos anos noventa, é uma bobagem sem tamanho e hipócrita até a medula. Vejam só um exemplo bizarro: daqui a pouco será proibido ensinarem na educação infantil a versão agora "incorreta" do bom e velho "Atirei o pau no gato" porque estimularia a violência das crianças contra os animais! Que besteirada deprimente! Papais e mamães preguiçosos e incompetentes nunca são culpados pelo comportamento escabroso dos pequenos, não é verdade?
Mas me afasto do tema principal...

Os estúdios da Disney adoram espalhar aos quatro ventos serem os guardiões dessa babaquice toda e primarem pela exibição nos seus desenhos dos valores morais tradicionais e familiares mais adequados às crianças. Nesses filmes não podem aparecer mensagens de conteúdo impróprio às crianças, como linguagem obscena, insinuações sexuais e preconceituosas. Até aí muito bonito e justo quando posto no papel, porém...
Eis que uma animação de 1996, "O Corcunda de Notre Dame", baseado no famosíssimo romance de Vitor Hugo de 1831, traz o mocinho corcunda, a mocinha bela e cigana e um vilão que é um primor, o juiz Frollo! Tudo de impróprio que possa existir no filme não tem nada de subliminar, mas é a história principal!

O Frollo, esse sujeito "danadinho", queima casebres com camponeses pobres e vivos dentro, assassina a mãe cigana do bebê deformado empurrando-a escadaria abaixo, quase afoga a criança feiosa num poço (mas muda de idéia e a aprisiona na torre dos sinos da Catedral de Notre Dame) e, finalmente, resolve perseguir a cigana gostosa e prometer a liberdade dela em troca de sexo! Tudo isso... para crianças! Com selo de qualidade Disney!

Mas não acaba aí: a canção de Frollo (porque geralmente cada personagem Disney tem uma musiquinha) acontece depois dele tomar um toco bonito da cigana. "Hellfire" ("Fogo do Inferno") é uma das canções mais sombrias de toda a filmografia desse estúdio zelador do "correto". O juiz cristão canta sobre o conflito e a culpa encontrados no seu desejo ardente de transar com aquela mulher e o medo de ir arder no inferno, e resolve queimá-la como uma bruxa se não conseguir comê-la. Sério...

Assistam a seguir "Hellfire" na versão dublada em português (no Youtube tem a versão original, em inglês, claro, e a dublada em alemão, que são maneiríssimas!), onde temos silhuetas femininas seminuas na fogueira, tabus e fetiches sexuais (o lencinho roxo da Esmeralda!), simbolismo cristão, conflitos psicológicos e religiosos, e muito mais para toda a criançada!



Sujeito simpático, não? "Hakuna Matata", que nada...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Rio 50 graus!

Hoje teve temperatura média de 40 graus com sensação témica de 50 graus. Em homenagem ao calor senegalês do Rio, "Heatwave", com Martha Reeves and The Vandellas!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

...E os hippies salvaram 2001 - Uma Odisséia no Espaço

O ano era 1968, momento de conflitos políticos, movimentação estudantil e efervescência artística no mundo do Ocidente de um modo geral, e o lançamento da genial e importantíssima obra de ficção científica do cineasta Stanley Kubrick tinha poucos diálogos e muitos efeitos especiais. O público padrão não estava entendendo muito bem a ousadia do obstinado diretor.
Isso desagradou aos executivos da MGM e financiadores do filme, bem como a crítica tradicional daquela época. O crítico da revista "New Yorker", Pauline Kael, chegou a dizer que a produção era "o maior filme amador de todos os tempos".
Observem como eram os pôsteres originais de lançamento e divulgação do filme:






O filme não estava fazendo muito sucesso, até por seu caráter desafiador para os padrões da época. A mudança para melhor só veio depois que refizeram os cartazes, usando imagens psicodélicas com o slogan "A Última Viagem"! Sério!
Focando seu slogan no público-alvo jovem, estourou entr os hippies e se transformou em um imenso sucesso comercial. Além de clássico, virou referência fundamental para outros longas de ficção científica e produto de sucesso da indústria cultural.
Confiram os pôsteres, totalmente lisérgicos, repaginados para a juventude hippie:


Maior viagem, bicho...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Comer até explodir - Segunda Parte (ou Comer, Cair e Não Levantar)


Na semana passada - portanto, no ano passado - o assunto de um dos posts era a sensação de quase estourar quando nos empanturramos com os banquetes de fim de ano e a indigestão quase certa decorrente dos excessos (e aí, para ilustração, surgia a explosão dos comilões Sr. Creosote e Dona Redonda, do Monty Python e da novela Saramandaia, respectivamente).
Pois bem, a exumação cinematográfica de hoje, com elenco estelar encabeçado por Marcello Mastroianni, promete ir além da mera indisposição estomacal. "O Banquete" ("La Grande Bouffe", de 1973), do já falecido cineasta-questionador Marco Ferreri, narra os acontecimentos de fim de semana em um casarão burguês onde quatro homens de meia idade bem sucedidos resolvem promover uma orgia gastronômica. Ao longo da película fica claro que eles - um chef, um juiz, um piloto de avião e um produtor de tevê - planejam algo mais drástico do que uma indigestão: comer até a morte!
Três prostitutas e uma pacata e gorducha professorinha de jardim de infância são convocadas e a jornada gastronômica/sexual/surreal/suicida tem início. Nem preciso dizer que, das quatro mulheres, a professorinha é a única com "cojones" para ficar no casarão até o final da empreitada escatológica e funesta.
E a pretensiosa questão finalmente chega: por que os quatro playboys, ou "homens sérios", escolhem dar cabo deles mesmos por meio da sacanagem propriamente dita, além de garfadas de espaguete, de dúzias de pernis, codornas, baldes de purê e patê ?
Talvez quisessem se libertar do "mundo sério" burguês, enfrentando esse mundo das verdades acabadas e dos valores imutáveis, por meio dos excessos, da luxúria, da gula e do (auto) assassinato. O próprio estilo de vida deles é a razão do seu fim. A amoralidade e  cinismo do filme de Marco Ferreri são impressionantes, e o engraçado é que o alimento, considerado sagrado e símbolo da vida em muitas culturas religiosas, aqui nessa produção tem tratamento diferenciado.
Pelo motivo que logo ficará claro para os leitores, esse filme me lembrou do livro de Clarice Lispector, "A Paixão Segundo G.H.".
Observem o porquê dessa viagem toda: a protagonista, uma escultora solitária, entra em crise existencial com a sua rotina vazia e robotizada. Ela vai até o quarto de empregada desocupado do seu apartamento de rico e encontra e mata uma barata. Ali, sozinha, ela come a barata... e tem uma revelação! Essa epifania é, sem sombra de dúvida, o momento da virada, da descoberta de um sentido para a existência da personagem... E tudo porque ela comeu a barata! A barata é o alimento e dá sentido à vida no livro!
Já no filme, que só não acaba em merda - apesar de sua abundante presença ao longo da história ali contada - porque termina com a morte dos protagonistas, o alimento não tem o sentido de trazer a vida, é justamente o contrário...
Mas que viagem...
Chega! Por hoje é só!

Abaixo, alguns trechos de "O Banquete":



Observação pertinente: quando falei que a personagem do livro comeu uma barata para descobrir o sentido da vida, talvez isso não seja aplicável aos caríssimos leitores. Por favor, não saiam por aí dizendo que eu sugeri que os senhores fiquem comendo baratas para uma vida melhor... Mas, se porventura esse for o caso de alguns, apreciem com moderação!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Do "Bully" ao Bule

Vocês lembram daquela musiquinha-chiclete de rock dos anos sessenta sobre uma moça e um sujeito dançando e se divertindo, sem ser "quadrados", mas "descolados", além de mencionar um bisão - o tal do "Wooly Bully" - da banda americana "Sam the Sham and the Pharaos"?
Para refrescar a memória, aqui está ela, cujo título é uma brincadeira com uma dança típica dos States, o "Hully Gully":



Agora, vamos para a versão mexicana da banda de Tijuana, "Los Rockin Devils", onde "Wooly Bully" se transforma em "Bule Bule". A letra trata, vejam só, de uma garota gorda e os problemas decorrentes de sua condição  balofal, como não ter sequer um único vestido do seu tamanho! E aí, todos a chamam de... bule, seus adivinhões!
Não é demais?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Lesma Lerda


Pois é, caríssimos, 2010 acabou, chegou 2011 e todo mundo já fez aquelas inevitáveis promessas durante a virada. E agora, na ressaca terrível da primeira segunda-feira do ano a pergunta não quer calar: adianta alguma coisa? Será que adiar os seus objetivos por mais 365 dias com promessas vazias de mudança - "porque nesse ano novo agora vai!", dizem alguns esperançosos - realmente gera algum resultado?
Bem, não sei... Caso os leitores já tenham refeito as metas idênticas do começo de 2010, transferidas agora para o começo de 2011, é melhor deixarem isso para lá e ficar com a imortal Janis Joplin e a sua brilhante reflexão sobre a passagem do tempo.

Janis Joplin: Ball & Chain





Tradução tosca e livre das reflexões finais da genial Janis:

"Quando todos no mundo querem a mesma maldita coisa.
Quando todos no mundo precisam da mesma coisa solitária.
(...) Não entendo porque metade do mundo ainda está chorando, cara, quando a outra metade do mundo ainda está chorando.
(...) Eu te digo que aquele único dia, cara, é melhor ser a sua vida.
Você pode chorar pelos outros 364 dias do ano, cara, mas você vai perder aquele único dia, e ele é tudo o que você tem.
Você deve chamar o amor, é isso mesmo, cara.
Se você o tiver hoje, você não vai querer ele amanhã, porque aí você não vai precisar dele.
Enfim, como nós descobrimos nesse trem, o amanhã nunca acontece, cara.
É tudo sempre o mesmo maldito dia!"
                                                                                                                            Janis Joplin